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Como ser educado no trabalho

Oi pessoal! Feliz ano novo para vocês! Antes tarde do que mais tarde, né? Que esse ano seja repleto de Paz, Amor, Sucesso, Saúde, Prosperidade e Felicidade para todos nós!

Como parte das minhas promessas para 2011 está “ser menos estressada” e não deixar a TPM me dominar. E para isso estou tendo que modificar algumas formas de eu me expressar, que intimidava as pessoas, principalmente no meu ambiente de trabalho. Vou dividir com vocês um pouquinho dessa sabedoria toda! Vejam como é fácil!

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Oi, eu queria mandar todo mundo… tomar?

Olá amiguinhos! É com a frase do título do post que colocamos mais uma “pérola videotúbica” no ar. Imaginem um cara entrando ao vivo, através de uma ligação, no programa Manhã Maior, da RedeTV e mandando todo mundo tomar no “có” (ou cu, caso você seja maior de 18 anos). Pois foi o que aconteceu!





Tem gente que não sabe usar o telefone. Certeza que Graham Bell está se revirando no túmulo. Ah, vi no Coca Gelada.

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A vida sem palavrões é impossível

Texto de Millôr Fernandes. 

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional a quantidade de “foda -se!” que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do “foda-se”? 

O “foda-se” aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. Não quer sair comigo? Então “foda-se!” Vai decidir essa merda sozinho (a) mesmo? Então “foda-se!” 

O direito ao “foda-se!” deveria estar assegurado na Constituição Federal. Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.   

É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.  

“Pra caralho”, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que “pra caralho”? “Pra caralho” tende ao infinito, é quase uma expressão matemática.   

A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?   

No gênero do “Pra caralho” , mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso “Nem fodendo”. O “Não, não e não ! tampouco é nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade “não, absolutamente, não!” o substituem. O “Nem fodendo!” é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.   

Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro para ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo: Marquinhos, presta atenção, filho querido, “NEM FODENDO!” O impertinente se manca na hora e vai para o shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.   

Por sua vez, o “porra nenhuma” atendeu plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes , que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.   

Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um “é PHD porra nenhuma!” ou “ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!” O “porra nenhuma”, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos “aspone”, “chepone”, “repone” e mais recentemente o “prepone” – presidente de porra nenhuma. 

 Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um “Puta que pariu!” ou seu correlato “Pu-ta-que-o-pa-riu!”, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante qualquer um “puta-que-o-pariu!” dito assim te coloca outra vez no eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça. 

E o que dizer de nosso famoso “vai tomar no cu!”? E sua maravilhosa e reforçada derivação: “vai tomar no olho do seu cú!”. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: “Chega! Vai tomar no olho do seu cu!” . Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e sai à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor íntimo nos lábios. 

Seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar. “Fodeu!”, e sua derivação mais avassaladora ainda: “Fodeu de vez!” Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documento do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você, mandando você parar. O que você fala? “Fodeu de vez!”   

Liberdade, Igualdade, Fraternidade e FODA-SE!

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