Carta a um pai

setembro 7, 2011 em Piadas Infames

Eu tinha pensado em postar alguma coisa sobre a Independência do Brasil, mas todo ano todo mundo faz isso, até o Governo Federal promove parada militar para comemorar a data. No dia sete de setembro a gente comemora a Independência do Brasil. No dia vinte e cinco de dezembro a gente celebra o nascimento de Jesus Cristo. Aí, dia trinta e um de dezembro comemoramos o Ano Novo. Depois do Carnaval, a gente aproveita a Semana Santa e mata Jesus Cristo, sem esquecer de malhar o Judas três dias depois. Em setembro, novamente comemoramos a Independência do Brasil, para novamente em dezembro celebrarmos o nascimento de Jesus Cristo, para em trinta e um de dezembro comemorarmos o ano novo, para que depois do próximo Carnaval Jesus Cristo morra novamente, num ciclo eterno, mantendo uma rotina besta, sem nenhum sentido plausível. A única vantagem nessa história é que sempre é feriado. Por isso, hoje teremos uma coisa diferente, que, de certa maneira, também lembra independência.

Aí pai, as aparências enganam, ui!

O pai entra no quarto do filho e vê um papel sobre a cama.
Ele vai até lá, já temendo o pior, e começa a ler:
“Caro papai. É com grande pesar que lhe informo que estou fugindo com meu novo namorado, o Juan. Estou apaixonado por ele. É muito gato, com todos aqueles piercings (apesar de não ser um alemão adorador dessas coisas), tatuagens e aquela super moto BMW que eu a-do-ro! Mas não é só por isso. Descobri, finalmente, que não gosto de mulheres de jeito nenhum, e como sei que o senhor nunca vai consentir com nossa relação, resolvemos fugir e ser felizes vivendo num “trailer”. Juan quer adotar filhos comigo, e sempre foi o que eu quis para mim. Ele acha que eu, nossos filhos adotivos e seus amigos “gays” podemos viver em perfeita harmonia. Não se preocupe papai, eu já sei me cuidar. Apesar dos meus 15 anos já tive várias experiências com outros caras e tenho certeza que Juan é o homem da minha vida. Um dia eu volto, para que o senhor e a mamãe conheçam os nossos filhos. Um grande abraço, e até algum dia. “De seu filho, com amor.”

O pai, já quase desmaiando, continua lendo:

PS: Pai, não se assuste. É tudo mentira. Estou na casa da Mariana, nossa vizinha. Só queria mostrar pro senhor que existem coisas muito piores que as notas vermelhas do meu boletim que está na primeira gaveta do seu armário. Abraços, pai. “Seu filhão. Burro, mas macho!”


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